Paulo Freire
Tenho estudado Paulo Freire no último ano, andei lendo sobre ele em alguns sites como o wikipédia, acabei de ler o Pedagogia da Autonomia e estou lendo o Ação Cultural para a Liberdade.
Ricos em conceitos práticos de como educar a nós e aos outros, usando processos que enriquecem os argumentos críticos sobre os assuntos do dia-a-dia.
Alguns recortes dos livros estão aqui para reflexão.
” A alfabetização, por exemplo, numa área de miséria, só ganha sentido na dimensão humana se, com ela, se realiza uma espécie de psicanálise histórico-político-social de que vá resultando a extrojeção da culpa indevida.”
“A imoralidade e a desordem estão na manutenção de uma “ordem” injusta.”
“Não posso, por isso, cruzar os braços fatalistamente diante da miséria, esvaziando, desta maneira, minha responsabilidade no discurso cínico e “morno”, que fala da impossibilidade de mudar porque a realidade é mesmo assim.”
“Palavra de meu interesse: Paulo Freire, capoeira, corrida de aventura, (danças nordestinas), alimentação saudável,”
“O saber da História como possibilidade e não como determinação. O mundo não é. O mundo está sendo.”
“Se sou puro produto da determinação genética ou cultural ou de classe, sou irresponsável pelo que faço no mover-me no mundo e se careço de responsabilidade não posso falar em ética.”
“A ideologia fatalista, imobilizante, que anima o discurso neoliberal anda solta no mundo. Com ares de pós-modernidade, insiste em convencer-nos de que nada podemos contra a realidade social que, de história e cultural, passa a ser ou a virar “quase natural”. Frases como “a realidade é assim mesmo, que podemos fazer?” ou “o desemprego no mundo é uma fatalidade do fim do século” expressam bem o fatalismo desta ideologia e sua indiscutível vontade imobilizadora. Do ponto de vista de tal ideologia, só há uma saída para a prática educativa: adaptar o educando a esta realidade que não pode ser mudada. O de que se precisa, por isso mesmo, é o treino técnico indispensável à adaptação do educando, à sua sobrevivência. O livro com que volto aos leitores é um decisivo não a esta ideologia que nos nega e amesquinha como gente.”
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